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segunda-feira, 23 de março de 2009

Inês de Castro – Criada Rainha

inesdecastro 

Séculos atrás, a sete de Janeiro de 1325 nasceu Inês

Não era de sangue Real, filha de homem sério e mais linda

Companhia da esposa destinada ao príncipe Português

O amor nasceu do destino 1340 Inês muito jovem ainda

D. Pedro IV não amava a esposa Constância a ele destinada

Não tinha beleza e de saúde fraca, arruinada

Passava dias a cortejar a Inês, seu amor e sua criada

Um dia no rio Mondego de barco com a Inês o passear

Ouviram as lavadeiras falando deles com língua destravada

D. Pedro via em Inês seu grande amor, seu altar

Ordenou que as lavadeira lhe fosse a língua cortada

1349 a esposa Constância morreu

Deixando D. Fernando como herdeiro

Mas o amor entre D. Pedro e Inês floresceu

Então o rei mandou assassinar Inês no Mosteiro

D. Pedro ao saber da morte da amada ficou desvairado

Procurou saber quem foram os de tanta malvadez

Quem tinha sua amada apunhalado

D. Pedro lhe arrancou o coração com as mãos

E jurou de muito mais Inês ser vingada

Seu pai morreu, D. Pedro senhor do trono de Portugal

Mandou Que Inês fosse desenterrada

Coroa Rainha num gesto de amor sem igual

Mandou que os nobres jurassem vassalagem

Secretamente tinha casado, Inês era a rainha de Portugal

Mandou ser sepultado lado a lado com a mulher que amou

Esta história de amor por todo o mundo é contada

Um rei que amou a criada como o mel

E ficou para sempre o nome de D. Pedro o Cruel

Citação: Armando Sousa - Retirado da História

quinta-feira, 12 de março de 2009

Inês de Castro - Criada Rainha

 

Séculos atrás, a sete de Janeiro de 1325 nasceu Inês
Não era de sangue Real, filha de homem sério, ela a mais linda
Companhia da esposa destinada ao príncipe Português
O amor nasceu do destino 1340 Inês muito jovem ainda
D. Pedro IV não amava a esposa Constância a eles destinada
Não tinha beleza e de saúde fraca, arruinada
Passava dias a cortejar a Inês, seu amor e sua criada
Um dia no rio Mondego de barco com a Inês o passear
Ouviram as lavadeiras falando deles com língua destravada
D. Pedro via em Inês seu grande amor, seu altar
Ordenou que as lavadeiras, lhe fosse a língua cortada
1349 a esposa Constância morreu
Deixando D. Fernando como herdeiro
Mas o amor entre D. Pedro e Inês floresceu
Então o rei mandou assassinar Inês no Mosteiro
D. Pedro ao saber da morte da amada ficou desvairado
Procurou saber quem foram os de tanta malvadez
Quem tinha sua amada apunhalado
D. Pedro lhe arrancou o coração com as mãos
E jurou de muito mais Inês ser vingada
Seu pai morreu, D. Pedro senhor do trono de Portugal
Mandou Que Inês fosse desenterrada
Coroa Rainha num gesto de amor sem igual
Mandou que os nobres jurassem vassalagem
Secretamente tinha casado, Inês era a rainha de Portugal
Mandou ser sepultado lado a lado com a mulher que amou
Esta historia de amor por tudo o mundo e contada
Um rei que amou a criada como o mel
E ficou para sempre o nome de D. Pedro o Cruel

Por: Armando C. Sousa

quarta-feira, 11 de março de 2009

As filhas do Mondego a morte escura…

 

As filhas do Mondego a morte escura

Longo tempo chorando memoraram,

E, por memória eterna, em fonte pura

As lágrimas choradas transformaram.

O nome lhe puseram, que inda dura,

Dos amores de Inês, que ali passaram.

Vede que fresca fonte rega as flores,

Que lágrimas são a água e o nome Amores.

terça-feira, 10 de março de 2009

Assi como a bonina…

Assi como a bonina, que cortada

Antes do tempo foi, cândida e bela,

Sendo das mãos lascivas maltratada

Da minina que a trouxe na capela,

O cheiro traz perdido e a cor murchada:

Tal está, morta, a pálida donzela,

Secas do rosto as rosas e perdida

A branca e viva cor, co a doce vida.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Bem puderas, ó Sol, da vista destes,…

Bem puderas, ó Sol, da vista destes,

Teus raios apartar aquele dia,

Como da seva mesa de Tiestes,

Quando os filhos por mão de Atreu comia!

Vós, ó côncavos vales, que pudestes

A voz extrema ouvir da boca fria,

O nome do seu Pedro, que lhe ouvistes,

Por muito grande espaço repetistes.

domingo, 8 de março de 2009

Qual contra a linda moça Policena,…

Qual contra a linda moça Policena,

Consolação extrema da mãe velha,

Porque a sombra de Aquiles a condena,

C’o ferro o duro Pirro se aparelha;

Mas ela, os olhos, com que o ar serena

(Bem como paciente e mansa ovelha),

Na mísera mãe postos, que endoudece,

Ao duro sacrifício se oferece:

sábado, 7 de março de 2009

Queria perdoar-lhe o Rei benino…

Queria perdoar-lhe o Rei benino,

Movido das palavras que o magoam;

Mas o pertinaz povo e seu destino

(Que desta sorte o quis) lhe não perdoam.

Arrancam das espadas de aço fino

Os que por bom tal feito ali apregoam.

Contra hûa dama, ó peitos carniceiros,

Feros vos amostrais e cavaleiros?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Põe-me onde se use toda a …

Põe-me onde se use toda a feridade,

Entre leões e tigres, e verei

Se neles achar posso a piedade

Que entre peitos humanos não achei.

Ali, c’o amor intrínseco e vontade

Naquele por quem mouro, criarei

Estas relíquias suas que aqui viste,

Que refrigério sejam da mãe triste.)

quinta-feira, 5 de março de 2009

E se, vencendo…

 

    E se, vencendo a Maura resistência,

    A morte sabes dar com fogo e ferro,

    Sabe também dar vida, com clemência,

    A quem peja perdê-la não fez erro.

    Mas, se to assi merece esta inocência,

    Põe-me em perpétuo e mísero desterro,

    Na Cítia fria ou lá na Líbia ardente,

    Onde em lágrimas viva eternamente.

domingo, 1 de março de 2009

Ó tu, que tens…

Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito

(Se de humano é matar hûa donzela,

Fraca e sem força, só por ter sujeito

O coração a quem soube vencê-la),

A estas criancinhas tem respeito,

Pois o não tens à morte escura dela;

Mova-te a piedade sua e minha,

Pois te não move a culpa que não tinha.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Se nas brutas

Se já nas brutas feras, cuja mente

Natura fez cruel de nascimento,

E nas aves agrestes, que somente

Nas rapinas aéreas tem o intento,

Com pequenas crianças viu a gente

Terem tão piedoso sentimento

Como c’o a mãe de Nino já mostraram,

E c’os irmãos que Roma edificaram:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pera o céu…

Pera o céu cristalino alevantando,

Com lágrimas, os olhos piedosos

(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando

Um dos duros ministros rigorosos);

E despois, nos mininos atentando,

Que tão queridos tinha e tão mimosos,

Cuja orfindade como mãe temia,

Pera o avô cruel assi dizia:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

E se, vencendo…

E se, vencendo a Maura resistência,

A morte sabes dar com fogo e ferro,

Sabe também dar vida, com clemência,

A quem peja perdê-la não fez erro.

Mas, se to assi merece esta inocência,

Põe-me em perpétuo e mísero desterro,

Na Cítia fria ou lá na Líbia ardente,

Onde em lágrimas viva eternamente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Traziam-na os …

Traziam-na os horríficos algozes

Ante o Rei, já movido a piedade;

Mas o povo, com falsas e ferozes

Razões, à morte crua o persuade.

Ela, com tristes e piedosas vozes,

Saídas só da mágoa e saudade

Do seu Príncipe e filhos, que deixava,

Que mais que a própria morte a magoava,

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Do teu Príncipe…

Do teu Príncipe ali te respondiam

As lembranças que na alma lhe moravam,

Que sempre ante seus olhos te traziam,

Quando dos teus fermosos se apartavam;

De noite, em doces sonhos que mentiam,

De dia, em pensamentos que voavam;

E quanto, enfim, cuidava e quanto via

Eram tudo memórias de alegria.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Tu, só tu…

Tu, só tu, puro Amor, com força crua,

Que os corações humanos tanto obriga,

Deste causa à molesta morte sua,

Como se fora pérfida inimiga.

Se dizem, fero Amor, que a sede tua

Nem com lágrimas tristes se mitiga,

É porque queres, áspero e tirano,

Tuas aras banhar em sangue humano

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Passada esta…

Passada esta tão próspera vitória,

Tornado Afonso à Lusitana Terra,

A se lograr da paz com tanta glória

Quanta soube ganhar na dura guerra,

O caso triste e dino da memória,

Que do sepulcro os homens desenterra,

Aconteceu da mísera e mesquinha

Que despois de ser morta foi Rainha.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

De outras belas…

De outras belas senhoras e Princesas

Os desejados tálamos enjeita,

Que tudo, enfim, tu, puro amor, desprezas,

Quando um gesto suave te sujeita.

Vendo estas namoradas estranhezas,

O velho pai sesudo, que respeita

O murmurar do povo e a fantasia

Do filho, que casar-se não queria,

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tais contra Inês

Tais contra Inês os brutos matadores,

No colo de alabastro, que sustinha

As obras com que Amor matou de amores

Aquele que depois a fez Rainha,

As espadas banhando e as brancas flores,

Que ela dos olhos seus regadas tinha,

Se encarniçavam, fervidos e irosos,

No futuro castigo não cuidosos.

Tirar Inês ao Mundo

Tirar Inês ao mundo determina,

Por lhe tirar o filho que tem preso,

Crendo o sangue só da morte ladina

Matar do firme amor o fogo aceso.

Que furor consentiu que a espada fina,

Que pôde sustentar o grande peso

Do furor Mauro, fosse a levantada

Contra uma fraca dama delicada?